Fimel: com mais de 35 anos de soluções para a pintura industrial

Fundada em 1974, a Fimel é um dos mais importantes fabricantes de equipamentos de pintura e, em geral, de sistemas de tratamento de superfícies da Península Ibérica.

«Apesar da difícil conjuntura económica, que está a penalizar todo o sector de projectos industriais em toda a Europa - nos diz Leonel da Rocha e Silva, o empresário da empresa, durante um encontro que tivemos na ocasião da inauguração da ampliação da sede em Aguada de Cima Águeda, Portugal (fig.1) - o ano de 2010 também se está a concluir com a finalização de linhas e instalações importantes, no campo tradicional de pintura líquida e em pó, e para outros sectores que reconhecem a experiência e a capacidade de projectar de uma empresa que trabalha no campo industrial há mais de 35 anos».

Trabalhos em andamento

«Entre as actividades representativas dos trabalhos que temos realizado durante o ano, mencionarei pelo menos 4:

  • no campo do processamento de compósitos de polímeros técnicos, concluímos e activamos a unidade de equipamentos na Fibralva. Na primeira grande cabina-forno de estratificação e pintura de peças reforçadas com fibra de vidro e carbono (figs. 2 e 3), ver também o que foi publicado no RI 57/2010), foi acrescentada uma segunda cabine-forno dupla, que pode trabalhar em duas secções distintas ou como uma cabine única de grande dimensão (fig.4).

  • ainda no campo de processamento de compósitos de polímeros técnicos, realizamos uma operação importante de optimização dos sistemas de gestão das linhas de produção de pás para o aerogerador eólico do novo estabelecimento da RiaBlades ( uma filial dum grupo leader europeu de sistemas para a produção de energia eólica, entre essas, a portuguesa Martifer e a alemã Power Blades (fig. 5).

    Neste caso, foram desenvolvidos e fabricados os armários de controle dos vários sistemas instalados (inicialmente era previsto um único sistema centralizado de gestão e de controle).

    Como os departamentos de produção da empresa são caracterizados por grandes espaços (Riablades produz pás, seja para os sistemas terrestres, seja, principalmente, para os sistemas aerogeradores off-shore: imagine que uma pá mede cerca de 50m de comprimento). Para que os técnicos desta grande empresa pudessem agir rapidamente, eliminando os tempos de atravessamento das áreas de produção, reprojectamos o sistema de gestão com subestações locais (figs. 6 e 7), e equipamos as várias máquinas produtivas com uma tela sensível ao toque de comando periférico (fig. 8)».

    Na RiaBlades, Bruno Cordeiro - que nos recebeu para apresentar os sistemas implementados pela Fimel - explica:



    «o controle apurado das temperaturas dos moldes é estratégico para obter as características de resistência mecânica necessárias aos componentes críticos, como as pás dos aerogeradores, portanto foi solicitado à Fimel de projectar e instalar vários sistemas de aquecimento com recirculação de ar, controlados através do sistema de gestão reestruturado, que é capaz de garantir sobre todas as superfícies de contacto do molde (com até 50m de comprimento, como visto) as temperaturas adequadas em cada etapa há uma temperatura ideal) e uma homogeneidade perfeita em cada secção do molde. Os moldes são diferentes, a depender dos vários componentes de cada pá, e assim é para o sistema de aquecimento (figs. 9 - 14)».
    «Naturalmente a RiaBlades solicitou que a energia utilizada fosse exclusivamente a eléctrica, a fonte energética produzida pelos aerogeradores derivada do vento.

  • Para a Seveme, um importante grupo de empresas portuguesas, que actua no sector das grandes produções de metais (aço e alumínio) voltadas para a construção civil, seja na Península Ibérica, seja na África, estamos na fase final de ajustes e testes duma nova linha de pintura (líquida) para componentes metálicos.



  • Também o equipamento projectado e em fase de instalação na Albicalor utiliza sistemas de pintura líquida (figs. 15, 16 e 17). A empresa produz salamandras a lenha, recuperadores de calor e caldeiras a lenha (fig. 18). São peças caracterizadas pela massa significativa e pelo manuseio muito difícil. Por esta razão, a empresa nos solicitou desenvolver nõ só a linha de pintura, mas também um sistema de carga e descarga automática das peças para alimentar a linha de pintura (fig. 19), que também está em fase de instalação. Se trata duma linha com sistema transportador com tapete. A linha usará produtos especiais e resistentes à alta temperatura».

«No que diz respeito aos trabalhos em andamento - continua Leonel - ressalto que:

  • Em relação à pintura a pós, dada a estagnação de investimentos consideráveis que caracteriza o sector, as nossas operações foram na maior parte de reestruturação e optimização. Para este tipo de operação desenvolvemos novos produtos, como por exemplo, um novo filtro HEPA de fácil esvaziamento (fig. 20), e assim por diante;
  • Quanto aos projectos ainda em fas de realização, estamos a fabricar uma grande planta de processamento, completamente automática, para a fundição de alumínio. É uma instalação altamente robotizada, com fornos de alta temperatura, para a qual fornecemos sejam os fornos, seja o sistema robotizado e ainda o sistema electrónico. Pretendemos iniciar a instalação antes do fim de 2010».

Conclusões

«Em suma - conclui Leonel - Fimel reage ao momento do mercado, aplicando as experiências adquiridas ao longo destes 35 anos de actuação nos mais diferentes campos da produção industrial. Os tratamentos de superfícies e pintura industrial continuam a ser o nosso core-business, proposto sempre a nível internacional, não só em Portugal, em Espanha e na França, mas também com um empenho crescente nos países com alto desenvolvimento industrial, África e América do Sul, em primeiro lugar».

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